Archive for the ‘T.I.’ Category
Links interessantes sobre padrão MVC
sexta-feira, outubro 21st, 2011Estou a algum tempo investindo horas de desenvolvimento no framework em PHP, denominado CleanGab. Esse framework está implementando o padrão MVC clássico, com camadas de controle, modelo e visão. O CleanGab também está implementando uma versão própria de JSTL para o PHP. 
No CleanGab, além de proporcionar a navegação, a camada de controle estabelece a ponte entre as camadas de modelo e visão. Durante meu embasamento conceitual, buscando forças e inspirações para desenvolver esse framework, encontrei dois links muito bons a respeito de MVC, os quais compartilho com vocês:
O padrão MVC na teoria e prática
http://warp.povusers.org/programming/mvc.html
MVC: história, teoria e uso
http://amix.dk/blog/post/19615
Este último explica o conceito, mas também entra em questões de implementação usando Ruby on Rails.
Abraço e até a próxima.
Infográfico 20 anos do Linux
segunda-feira, agosto 22nd, 2011A imagem abaixo mostra a evolução do Linux em números. Em 2011 faz 20 anos que Linus Torvalds enviou a mensagem “Hello everybody out there….I´m doing a (free) operating system” convidando programadores a ajudá-lo na empreitada de criar um Sistema Operacional gratuito e livre.

Fonte: http://gigaom.com/2011/08/16/20-years-of-linux/
Dois princípios para uma boa compra na Internet (o básico e o fundamental)
terça-feira, outubro 19th, 2010A motivação para escrever este post foi minha recente leitura de notícias e e-mails relatando golpes em comércio eletrônico. É um problema que vem aumentando junto com o próprio comércio eletrônico no Brasil.
A pouco tempo atrás, o mercado brasileiro de comércio eletrônico estava exclusivamente formado por grandes portais. Hoje os grandes ainda concentram a maior fatia do mercado. No entanto, observa-se o surgimento de novos sites, comercializando produtos de empresas pequenas e médias. Eu mesmo estou tendo a oportunidade de trabalhar em dois projetos atualmente. Um deles de uma cadeia de lojas de shopping centers proeminente em Porto Alegre e Caxias do Sul, mas que em termos de Internet está começando a explorar um novo mercado. O outro cliente vende máquinas de porte industrial, e enxerga na Internet a possibilidade de expandir seu mercado consumidor.
Na medida em que os empresários empreendem novos rumos na Internet, seja para apoiar ou expandir seus negócios, proliferam-se as ofertas para o internauta, na qualidade de cliente qualificado. Para o consumidor, tornou-se muito fácil escolher seu produto na Internet. Não é necessário perambular por várias lojas, em busca do melhor custo benefício. Basta navegar por alguns sites e fazer sua própria comparação na tela do computador. Na Internet, o cliente pode estar em contato com os produtos desejados de forma muito mais simples, prática e rápida.
No entanto, existe o outro lado da moeda. A ausência de uma loja física pode mascarar problemas de idoneidade, logística e atendimento do lojista. Infelizmente não podemos definir com total precisão se uma loja virtual é ou não a melhor escolha para fazer a compra, mas podemos sim minimizar os riscos, com dois princípios básicos fundamentais:
- Transparência das informações – verifique se o site possui todas as informações necessárias para descrever o produto, tais como características físicas, técnicas, preço, formas de pagamento, prazo de entrega. Pense que em uma loja convencional você não compraria determinado produto se não soubesse dessas informações todas.
- Canal de comunicação com o Cliente – verifique se o site disponibiliza canais de comunicação bem estabelecidos: e-mail, formulário de contato, telefone, chat (citando os principais exemplos). Acima de tudo, é interessante testar esses canais de comunicação antes de uma compra. Pergunte, questione sobre o produto, coloque na mesa suas dúvidas e no final faça sua avaliação: as dúvidas foram esclarecidas? O pessoal do site soube dar um bom atendimento?
Nos próximos posts vou falar a respeito de investigar a identidade de uma loja virtual. É um processo simples mas ajuda a apoiar o consumidor eletrônico na escolha pela loja idônea.
Tornar-se um desenvolvedor "poliglota" é requisito básico hoje em dia
sexta-feira, agosto 20th, 2010Um grande desenvolvedor com o qual convivo me comentou que só trabalha com Java. Eu particularmente gosto muito de PHP. Já outro puxa para o lado do .NET. E nós três estamos trabalhando na mesma empresa.
Ora, se o software é um produto (e como tal precisa atender as pessoas que o usam) precisamos tentar abstrair ao máximo o bairrismo de uma ou outra plataforma, em busca de uma coexistência pacífica. Cada qual com sua soberania, e todos por um ideal maior. Não querendo ser sensacionalista, acredito que a busca pela integração sistêmica, reflete a necessidade primordial do mercado de sistemas de informação.
Existem tecnologias e abordagens muito boas para integrar sistemas, dentre as quais podemos citar webservices, SOA, SOAP. O que tenho visto que falta é um senso de universalização. Algo que permita ao mais ferrenho desenvolvedor .NET conversar com o seu parceiro Java e vice-versa.
O que importa é informação. A informação deve ser de boa qualidade e válida para o contexto onde está inserida. A comunicação entre sistemas já não é item de luxo. É necessidade de infra-estrutura básica.
É necessário ter mente aberta. Quem trabalha em T.I. precisa ser também vanguarda filosófica. Não se pode vender o peixe se não se acredita nos benefícios da carne branca, por exemplo.
Hoje em dia as empresas precisam de profissionais multi-plataforma. Não digo com isso que o especialista Java precisa também ser especialista .NET, ou vice-versa. O que sim precisa acontecer é que um profissional que prefira certa tecnologia possa naturalmente trabalhar em outra tecnologia, caso a ocasião o requeira.
Que legal esse tal de Kanban
sexta-feira, março 26th, 2010Faz umas semanas atrás reencontrei um velho amigo meu, ex-colega em um projeto em que participei. Como sempre, puxamos assunto falando sobre nossos trabalhos atuais. Foi aí que começamos a conversar sobre o dia-a-dia no desenvolvimento de software em nossas equipes. Ele me contou entusiasmado que eles começaram a utilizar Kanban para uma visibilidade das entregas de software. Foi então que resolvi falar um pouco sobre o assunto.
Kanban tem origem no Japão e significa “registro ou placa visível”. Trata-se de um quadro visível no ambiente de trabalho, onde a equipe consegue consultar o andamento da produção. Em se tratando de desenvolvimento de software, a equipe consegue visualizar no Kanban todos os componentes, as funcionalidades que fazem parte da entrega de um release de software.
O conceito por trás do Kanban é extremamente simples. No quadro, são delineadas algumas colunas, correspondendo às fases de entrega de uma funcionalidade. Por exemplo, colunas com os itens Especificação, Desenvolvimento, Testes, Entrega. Cada funcionalidade é um post-fix pendurado no quadro. A medida que a funcionalidade avança de fase, o post-fix é mudado de coluna no Kanban. Modo simples e eficaz para dar visibilidade a toda a equipe daquilo que está sendo feito e o que falta fazer.
Kanban foi idealizado pelos altos-executivos da Toyota há décadas, como um recurso para dar visibilidade na linha de produção. É uma ferramenta integrante da metodologia denominada just-in-time. Apesar de sua aplicação inicial ter sido idealizada para a indústria automobilística, a aplicação de just-in-time na indústria de software mostrou-se extremamente eficaz.
Tudo o que está fixado no Kanban deve ser movimentado. Uma funcionalidade de software nunca é empurrada para a próxima fase no Kanban. Pelo contrário, o time responsável pela fase seguinte é quem puxa a funcionalidade para si. Por exemplo, quando é concluída a fase de especificação de uma funcionalidade, ela permanece na coluna “Especificação” até que um desenvolvedor esteja livre para iniciar a fase de desenvolvimento. Somente aí é que a funcionalidade move-se no Kanban, passando para a fase “Desenvolvimento”.
De acordo com o just-in-time, nada deve empurrado na linha de produção. Não se deve formar estoques. Para software o mesmo: não devemos sobrecarregar os times, mas sim prover um fluxo organizado e estável de produção de software. É um caminho certo para a qualidade de software, tão almejada.
Além da conversa com meu amigo, outro motivo que me levou a escrever sobre Kanban foi uma boa notícia recebida esta semana no trabalho: começaremos a utilizar Kanban também lá na empresa. Eu conheço minha gerente de projetos há pouco tempo, mas já percebi sua inclinação para metodologias ágeis. Sinto que boas mudanças virão pela frente. O uso de Kanban lá na equipe vai proporcionar o domínio do problema para todos. Estaremos aptos a acompanhar em tempo real o andamento do projeto, das entregas de software em cada sprint e por fim cultivar a empatia pelo trabalho dos diferentes times que compõem nossa linha de produção de software.
Da próxima vez que eu encontrar esse meu amigo vou poder falar sobre a aplicação de Kanban em minha equipe de desenvolvimento também. Realmente, Kanban é muito legal.
Conferência Nacional da Comunicação
quinta-feira, janeiro 7th, 2010Nas últimas semanas de 2009 foi realizada a 1ª Conferência Nacional da Comunicação, em Brasília. O evento reuniu importantes segmentos da comunicação no Brasil, desde grandes empresas da televisão até representantes de rádios comunitárias.
No evento de abertura da conferência, houve o discurso do presidente Lula, explicando a principal motivação da conferência: atualizar a legislação referente às comunicações no Brasil, de modo a ajustar-se às novas realidades e novos desafios elos quais o segmento está passando. As leis que regem às comunicações no Brasil foram formalizadas na década de 60. Nessa ocasião nem sequer existiam a Internet e a televisão digital.
É um bom momento para refletir sobre as questões que envolvem as comunicações no nosso país, principalmente no que tange à liberdade de expressão (sem libertinagem) e a imparcialidade da informação. De tempos em tempos a mídia de massa coloca-se em uma posição parcial e tendenciosa, como se fosse um poder paralelo onde as leis e a responsabilidade social não alcançam. Muito disso ocorre porque temos uma legislação incoerente com a realidade tecnológica e social no Brasil. Essa legislação não regulamenta nem sequer algumas questões muito primárias. Por exemplo, o Brasil é um país onde um mesmo grupo econômico pode produzir a informação e distribui-lo sem concorrência. Estou falando da televisão por assinatura, um terreno onde não é permitida a entrada de fontes alternativas de informação (novos canais de jornalismo por exemplo) sem uma intervenção direta do governo. Ora, se é necessário intervenção para que os consumidores possam obter notícias sob pontos de vista variados, o meio de distribuição não é o ideal para um país democrático.
O poder econômico é útil e necessário, mas como tudo na vida, se usado indiscriminadamente causa dependência e atraso.
Falando em comunicações e informação, aproveito para manifestar meu apoio à medida que está tramitando no Congresso brasileiro para regulamentar o conteúdo da televisão por assinatura. De acordo com o projeto de lei que estará entrando em votação, todo e qualquer canal da televisão por assinatura deve reservar um espaço diário para veiculação de programas produzidos no Brasil. Na minha opinião esta iniciativa vai ser muito benéfica porque limita um pouco a invasão cultural de valores importados. Os que são contra dizem que se esse projeto de lei for aprovado, os consumidores vão perder sua liberdade de escolha. O problema básico e fundamental é que já não há diversidade cultural na televisão por assinatura. Temos cerca de 90% do conteúdo produzido em um único país estrangeiro (não vou mencioná-lo aqui). Outros 5% são de países variados e os últimos 5% são de origem nacional. Não vejo muita diversidade cultural nisso. Se tivéssemos conteúdo mais representativo do que passa no mundo seria muito melhor. A miopia é o que está sendo conquistada com o conteúdo do jeito que está.
Vamos torcer para que o Congresso faça sua parte e amadureça a questão das comunicações no nosso país.